Projetos Educacionais
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O cerrado é uma formação savânica que ocupa aproximadamente 2 milhões de quilômetros quadrados correspondendo assim a 23,1% do território brasileiro, estendendo-se pelos estados de Goiás, Tocantins, Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rondônia e o Distrito Federal. (BUSHBACHER, 2000). Considerado um dos “hotspots” para a conservação da biodiversidade mundial, o cerrado teve nos seus últimos 35 anos mais da metade de sua área utilizadas para cultivo de pastagens e culturas anuais, fato este que está intrinsicamente ligado ao desmatamento que tem sido historicamente superior ao da Floresta Amazônica, porém o esforço de conservação do bioma é demasiadamente inferior onde apenas 2,2% de sua área encontra-se legalmente protegida sendo a degradação do solo e dos ecossistemas nativos, e a dispersão de espécies exóticas as maiores e mais amplas ameaças a sua biodiversidade. O número de plantas vasculares é superior àquele encontrado na maioria das regiões do mundo: plantas herbáceas, arbustivas, arbóreas e cipós somam mais de 7.000 espécies sendo uma dessas, a Cagaiteira (Eugenia dysenterica DC.) considerada uma espécie de interesse econômico, principalmente por seus frutos utilizados em atividades culinárias, a madeira de seu caule utilizada como mourão, e sua casca que além de ser utilizada na indústria de euturne, é utilizada na medicina popular como antidiarreica. (RIBEIRO et al, 1994). Cerca de 57% do território mineiro se encontra no domínio do cerrado, onde, em 2005 apenas 40% de suas fisionomias nativas encontravam-se conservadas de acordo com mapeamento realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (MAZZETO SILVA, 2009). Em algumas regiões como o Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, o cerrado já foi em sua maior parte erradicado dando lugar a pastagens e plantações onde o desmatamento, a não promoção de atividades sustentáveis, bem como a mineração e os recentes desastres ambientais decorrentes de tal atividade, vem aos poucos “drenando” e ameaçando toda a riqueza e a biodiversidade do bioma. Assim o extrativismo empregado a espécies que possuam potencial econômico bem como práticas eco turísticas, se apresentam como uma alternativa a preservação e impulso econômico à produtores rurais.