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Projetos Educacionais

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Práticas Espaços de Comunicação na Escola

Aplicativo Educativo para viabilizar a participação efetiva da comunidade escolar


A educação midiática se faz cada vez mais necessária no cotidiano escolar, em virtude de estarmos inseridos numa cultura digital que redimensiona a conectividade das informações. Assim, através da educação midiática a comunicação humana faz uso de imagens, sons e escrita, oportunizando a criação de #comunidadesinterativas que envolvem o desenvolvimento de uma inteligência coletiva, ou seja, #multivíduos.
A compreensão desse termo multividuos nos possibilita o entendimento de que as individualidades são multiplicadas em busca de um contato comunicativo ininterrupto, em que se busca a técnica a tecnologia para realizar o exercício autoral.
Os multivíduos aproximam, de certo modo, as dimensões culturais e comunicativas, e eles presentes em todos os tempos e espaços, inclusive o escolar.
Neste sentido, o multividuo apresenta um “eu dilatado”, que quer dizer, um eu com a capacidade de aprofundar entendimentos e compreensões sem limitar as possibilidades comunicativas.
A inserção da educação midiática na década de 80 forneceu elementos para uma nova dinâmica curricular, incluindo agentes externos, ou seja, outros atores sociais a colaborar com o sistema educativo. Daí surgiu, a necessidade de desenvolver competências nos jovens e não apenas transmitir conhecimentos.
Neste contexto, segundo a autora Cíntia Inês Boll,
“A informática educativa começa a proporcionar experiências de prazer nos espaços escolares, onde a autoria e o sentimento de criação dialogam não mais com certos e não-certos, com a linearidade de um único caminho: nesse momento, os interlocutores externos não só da informática e da educação sentem-se desejosos a contribuir com seus estudos no campo da construção dos saberes.” (p.4)

Portanto, estas experiências de prazer proporcionadas pela informática educativas nas escolas, acaba por descontruir a ideia de linearidade possibilitando #comunicaçõesmidiáticas diferenciadas, aproximando-se do cotidiano dos alunos, e reanimando seu interesse pelo currículo escolar, o que é importante, na medida que é utilizada para que haja um conhecimento das linguagens midiáticas destes dispositivos e um diálogo crítico reflexivo em torno delas.
Ao pensarmos sob a ótica da complexidade, de acordo com Cíntia Inês Boll:
Enquanto indivíduos simultaneamente produzidos e produtores em um ciclo recursivo que rompe com a linearidade de causa/efeito, de produto/produtor, de estrutura/superestrutura (MORIN, 1991, p.90), os dispositivos midiáticos apresentam-se associados ao individuo localizado culturalmente que enuncia sua voz. (p.6)

Dessa forma, podemos pensar na educação midiática como um produto cultural a ser estudado dentro do contexto da cultura e inserindo novos tempos e espaços de construção de conhecimentos, pois permitem uma comunicação estética entre os multivíduos e estes se envolvem em contínuas recriações nos espaços compartilhados on-line entrelaçados com os espaços escolares.
Retomando a questão, pensamos em qual seria a necessidade da escola enquanto espaço territorializado, se aproximar às novas formas de criação e comunicação? Como a atividade estética nesse contexto comunicativo se esparrama nos espaços escolares”?
A atividade estética se aproxima dos espaços escolares, quando trabalhar conteúdos midiáticos, tecnicamente e criticamente e apreciá-los esteticamente. Para que isso de fato ocorra, é preciso considerar o abaixo exposto por Cíntia Inês Boll:
Portanto, é necessário nos perguntar como a análise técnica, a análise crítica e, especialmente, a apreciação estética dessa enunciação está sendo incluída nas intencionalidades pedagógicas de professores e escolas na usabilidade dos dispositivos midiáticos. Acreditamos que quanto mais a escola se utilizar desses dispositivos midiáticos, tais como tablets, smartphones e celulares, mais enunciações estéticas terão a chance de se fazerem presentes. Hoje não há mais como negar: a comunicação digital abriu fronteiras que o discurso cartesiano havia procurado manter fechado por décadas. (p.7)

Considerando uma gestão democrática, o Projeto Político Pedagógico ao ser construído deve contar com a participação efetiva da comunidade escolar, prevendo em todo o seu processo e principalmente no plano de ação, na execução deve se garantir a continuidade da participação desses sujeitos, o que poderá ser viabilizado com a inserção das Tecnologias de Informação e Comunicação nos contextos educacionais.
Reconhecendo que cultura é produção ética e estética, é expressão de valores e hábitos, é comunicação e arte de uma sociedade, a cultura digital hoje precisa estar organicamente integrada no ensino escolar e seus PPPs. ( Boll, p. 07)

Portanto, a tecnologia vem a ser uma aliada colaborando com a ideia de ampliar a comunicação e o acesso às informações de maneira rápida, sendo uma opção a mais para viabilizar a interação e participação efetiva da comunidade escolar no Projeto Político Pedagógico.
Discutir o Projeto Político Pedagógico na escola é imprescindível para deixá-lo em sintonia com a realidade sócio cultural dos sujeitos, bem como, discutir em torno de uma concepção importante que é a aprendizagem no contexto da cultura digital e educação midiática.
Aprender é poder compartilhar conhecimentos e protagonismos autorais e, em um sistema que ainda ensina a obedecer, a transgressão oferecida pelos dispositivos midiáticos é o próprio pensar. O pensar não mais de um espectador decodificador ou interlocutor, mas de um espectador autor. (Boll p.8)


O aprender implica o pensar sobre, compartilhando conhecimentos e tornando os sujeitos envolvidos, professores e alunos protagonistas e autores desse processo; nesse sentido, Cíntia Inês Boll coloca,
O multivíduo é espect-autor (BOLL, 2013) pois que ao mesmo tempo que é espectador também é autor nesse processo de produção de sentido ininterrupto tanto na relação consigo mesmo quanto na relação com os outros. Assim, o processo da construção dos conhecimentos científicos e culturais, éticos e estéticos nunca será individual mesmo que singular pois que é com outros multividuos e contextos que ele, também multivíduo, compartilha e dialoga variadas visões de mundo. (p. 08)

Para compartilhar e dialogar com outros multivíduos espect-autores, a criação de um Aplicativo para celular possibilita um diferencial, pois permite que todos os segmentos da comunidade escolar possam interagir e conhecer o Projeto Político Pedagógico da escola, os objetivos, as concepções e demais projetos educacionais. Desse modo, a construção de um Aplicativo deverá prever a interação entre os sujeitos, promovendo a escuta dialógica, o contato com variadas visões de mundo e conseqüentemente o aperfeiçoamento da prática pedagógica a partir desse novo canal.
Pensando nas realidades educacionais de nossas escolas, percebe-se que grande número pessoas na comunidade escolar possui celular. Considerando essas questões, a construção de um Aplicativo com finalidade educativa viabiliza a gestão democrática.
Em virtude disso, estamos construindo o nosso Aplicativo sobre as “Diretrizes Curriculares Nacionais para crianças, adolescentes e jovens em situação de itinerância”. Entendemos que trazer a Lei que rege as ações educativas em formato digital e acessível através de um Aplicativo, oportuniza o conhecimento por parte de um maior número de pessoas.
Para construir este Aplicativo primeiramente foi necessário a escolha dos itens ou assuntos à serem trabalhados, neste caso as “abas”. Para esta escolha, priorizamos o critério da gratuidade e após, as abas que melhor se adaptam ao nosso propósito para mostrar o tema estudado.
Assim, por critério de exclusão a aba “catálogo de produtos” não foi selecionada por ser para inserção de itens e valores a serem comercializados. As abas relacionadas ao grupo Redes Sociais como Instagram, Flickr, Facebook, Twitter e Youtube e, do mesmo modo, as abas do grupo Conteúdo como Mapa, Mrss, Rss, Podcast e Informações,também ficaram fora do nosso Aplicativo, neste momento, por entendermos que ainda não dispomos de habilidade suficiente para inserirmos muitos itens. Assim, buscamos a qualidade ao invés de quantidade e conforme a necessidade incluiremos algumas dessas midias neste Aplicativo.
Abaixo, estão elencadas as abas que farão parte do nosso Aplicativo e os motivos pelos quais fizemos a escolha das mesmas:

1 –Famílias Itinerantes – Esta é a aba “Album de Fotografia” que foi renomeada para mostrar imagens dos sujeitos que são o objetivo desse trabalho: as crianças, jovens e adolescentes em situação de itinerância.
2- Biblioteca – Esta aba é a Lista de Textos que foi renomeada para Biblioteca a fim de inserir itens de pesquisa fornecendo aporte teórico sobre o assunto. A Biblioteca torna-se um recurso imprescindível, pois possibilita ampliar o entendimento das Diretrizes pelo acesso a textos, artigos, teses e dissertações sobre este tema.
3 – Vídeos – Considerando que as pessoas aprendem de diferentes formas, a utilização de vídeos, para algumas, poderá ser um facilitador do aprendizado possibilitando a melhor assimilação das informações que procuram ou necessitam saber por estes meios. A inclusão desta aba tem o objetivo de proporcionar aos interessados por educação, a visualização de vídeos sobre as DCNs e aqui especificamente as “Diretrizes Curriculares Nacionais para crianças, adolescentes e jovens em situação de itinerância”.
4- Galeria de Audios – Da mesma forma que a aba de Vídeos, propomos nesta Galeria de Audios os sons da cultura dos sujeitos em situação de itinerância, pois como sabemos estes sujeitos têm uma cultura muita rica na qual a música é utilizada como instrumento de sua manifestação cultural.
5- Legislação - A história da humanidade está interligada à história da educação. Ao falarmos da história da educação escolar, entende-se que a escola surgiu a partir de uma necessidade social. A Lei e a Educação no Brasil devem caminhar juntas objetivando sempre uma melhoria, tanto da qualidade do ensino, como dos benefícios e ganho real dos educadores. Não dá para falar em formação de professores e em formação de pedagogos sem falar nos documentos legais que amparam a educação, sendo eles: a Constituição Brasileira e a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) e DCNs ( Diretrizes Curriculares Nacionais). A constituição como a lei maior e a LDB como regulamentadora dos grandes princípios da Constituição Brasileira. Na legislação encontramos a autonomia, que proporciona os avanços no tempo e no espaço da escola.
6 - Mural de Recados: Esta aba é a Lista que foi renomeada para Mural de Recados com o objetivo de ser um canal de comunicação e interação entre o público e o Aplicativo, para coleta de sugestões e aperfeiçoamento do próprio Aplicativo com as sugestões, críticas, ideias e observações deixadas aqui.
Por fim, menciona Cíntia Inês Boll
acreditamos na coexistência de uma prática escolar que considere a escrita autoral, a apresentação, a produção e a invenção nas enunciações estéticas colaborando para que a alegria, o prazer e o deslumbramento possam ser apreciados para além do certo e do errado. Acreditamos que as potencialidades do olhar de cada multivíduo em direção ao que lhe é aparente invisível revelem um espect-autor atento, o verdadeiro protagonista da cena educativa, assumindo, por fim, as rédeas da criação. (p.12)

A criação desse aplicativo para uso escolar oferece novas possibilidades para o nosso fazer pedagógico, considerando os multivíduos presentes na escola que farão suas contribuições, ao utilizar-se do aplicativo como fonte de pesquisa rápida e acessível, além de estar contribuindo na aba Mural de Recados.

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