Catedral Metropolitana de São Sebastião

Igrejas/Instituições Religiosas

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CATEDRAL DE SÃO SEBASTIÃO

A catedral de São Sebastião, mais que um templo religioso, representa um monumento artístico importante, localizado na área central da cidade de Ribeirão Preto.

A história desse templo se iniciou no século XIX, a partir da doação de um patrimônio, por alguns fazendeiros que habitavam essas terras, com o objetivo de levantar uma capela em louvor de São Sebastião, no bairro das Palmeiras. De capela para matriz e depois catedral de São Sebastião, sua história revela a tenacidade de padres e bispos que, ao longo dos anos, se empenharam na sua construção e embelezamento.
Um segundo templo, mais amplo, foi construído na atual Praça 15 de Novembro e posteriormente demolido, para dar lugar a uma remodelação urbanística da cidade. O terceiro templo, que é a catedral atual, foi construído no início do século XX, em estilo arquitetônico neogótico, muito utilizado no Brasil para as edificações religiosas daquela fase.

Em 1904 ocorreu o lançamento da pedra fundamental para a construção da matriz de São Sebastião, depois catedral, sob o empenho do pároco Monsenhor Joaquim Antonio de Siqueira e de seu auxiliar, padre Euclides Gomes Carneiro. Em 1908, com a criação da Diocese de Ribeirão Preto e a chegada do primeiro bispo D. Alberto José Gonçalves, no ano seguinte, a obra ganhou impulso. D. Alberto contratou artistas para decorar a catedral, dentre eles o pintor paulista Benedito Calixto, hoje reconhecido com um dos grandes artistas da época, e que foi responsável pela pintura das seis telas que retratam a vida de São Sebastião. Ele executou também outras imagens com temas religiosos e edificantes, como a pintura da Sagrada Família. Por volta de 1918, a construção foi terminada, faltando apenas partes da decoração interna.

A catedral é um prédio imponente, rodeado por jardins, com escadaria de acesso na parte central e entradas laterais. Numa visita ao seu interior, é possível ver ao centro o altar principal, dedicado a São Sebastião, tendo ao lado a capela do Santíssimo, que se destaca pelo altar e pelas pinturas decorativas. O altar foi sagrado em 15 de junho de 1946 e a capela, em 04 de julho do mesmo ano, pelo bispo D. Manuel da Silveira D´Elboux.

Prosseguindo nessa visita, estão dois altares especiais e seis altares laterais, erigidos aos santos de devoção.
Ao lado esquerdo de quem entra no templo, está o altar especial de Cristo crucificado, seguido pelo primeiro altar lateral, dedicado ao Menino Jesus de Praga, com Santa Terezinha e Santa Rita de Cassia; o segundo altar é dedicado a São José, com Santo Expedito e Santa Luzia; o terceiro altar é dedicado a Nossa Senhora do Rosário, com São Domingos e Santa Catarina de Sena.

Ao lado direito, encontram-se o altar especial de Nossa Senhora Aparecida e o altar lateral dedicado a Santo Antonio, com São Geraldo e São Francisco de Assis; o segundo altar é dedicado a Nossa Senhora das Dores, com São João Batista e Santa Ana; o terceiro é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, contando ainda com Santa Margarida Maria e Santa Edwiges.

A catedral possui um conjunto de vitrais instalados entre 1917 e 1918, que retratam santos conhecidos dos católicos e que são exemplos de vida e virtude a serem seguidos.

A porta principal, chamada de bronze, feita em duas folhas, é um dos elementos arquitetônicos que compõem as maravilhas da catedral, inaugurada em 18 de novembro de 1954, e tem um significado especial por contar por meio de escudos a história da Diocese, hoje Arquidiocese. Na folha à direita, estão sucessivamente os escudos, em bronze: do santo padre o papa Pio XII, gloriosamente reinante; de Dom Alberto José Gonçalves, 1º Bispo diocesano; e de São Sebastião, orago da catedral e patrono da cidade de Ribeirão Preto. Na folha à esquerda, estão os escudos em bronze: de D. Luis do Amaral Mousinho, 3º bispo; e de Dom Manuel da Silveira d´Elboux, 2º Bispo diocesano, e o escudo do município de Ribeirão Preto. Na parte posterior da porta, em letras de bronze, estão os nomes e as datas referentes aos escudos, com a expressão latina ad perpetuam rei memoriam (em português, “para perpetuar a memória dos fatos”). A porta não é toda em bronze, devido aos altos custos para sua execução - é de ferro, com os escudos e ornatos em bronze.

A capela do Santíssimo destaca-se pelo altar e as pinturas decorativas que formam um conjunto harmonioso que completa a beleza da catedral de São Sebastião.

Os trabalhos de preservação e manutenção do templo e de seu entorno prosseguem, no século XXI, com a dedicação e empenho de seus párocos e da população católica, conferindo destaque a essa região privilegiada da cidade para seus habitantes.

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